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ARM: desempenho por watt deve substituir Lei de Moore na indústria

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Imagem: Freepik

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Postado em 19/07/2021 por Sistema Plug

Rob Aitken, diretor de tecnologia da ARM, alega que o paradigma computacional como conhecemos está mudando. Por isso, ele defende que desempenho por watt deve se tornar a força motriz da indústria na busca pelo design ideal de componentes, substituindo, assim, a Lei de Moore.

De acordo com o executivo, os avanços pautados pelo conceito estabelecido por Gordon Earl Moore em 1965 transformaram a experiência de usuários, abrindo as portas para materiais visuais digitais cada vez mais nítidos, jogos de alta fidelidade e reconhecimento de voz e imagem mais precisos. Tudo isso graças a dispositivos móveis mais poderosos e simplificados a cada nova geração.


GordonGordon Earl Moore criou conceito que guiou indústria por décadas.

Fonte:  Reprodução/ Science History Institute 

Entretanto, evoluções do tipo estão chegando ao fim. O executivo da ARM aponta que transistores estão ficando tão pequenos que existem apenas algumas dezenas de átomos ao longo de suas portas, e a estrutura de grãos individuais de cobre policristalino é um elemento-chave no sincronismo do sinal.

Além disso, é preciso encontrar meios para se distribuir tecnologias sem acelerar mudanças climáticas de modo catastrófico, diz Aitken. O executivo ressalta que existem 3,7 bilhões de pessoas do planeta que não têm acesso às inovações atualmente.

É evidente que os rumos do setor não podem mais se concentrar apenas em aumentar o poder de processamento. Extrair mais performance dos mesmos chips continua sendo uma das principais prioridades, e é no desempenho por watt que encontraremos a solução, pondera, salientando a necessidade de otimização do consumo de energia ao longo do tempo.


RobRob Aitken, diretor de tecnologia da ARM.

Fonte:  Reprodução/MPSoC Forum 2018 

Futuro do planeta

Aitken explica que, à medida que projetos tecnológicos ficam maiores e mais complexos, podem se tornar altamente ineficientes. Logo, para contornarem o cenário, profissionais da área devem equilibrar os fatores mencionados. Por fim, cita movimentos como o TinyML, voltado à potencialização de cargas de trabalho de aprendizado de máquina, neste caso alimentadas por miliwatts de energia.

Rob é categórico: A tensão entre a tecnologia como solução para nossos problemas ambientais e um fator de agravamento não é nova, mas é fundamental para o futuro do nosso planeta que sua contribuição líquida seja positiva. Maximizar o desempenho por watt faz parte disso. Para conferir a reflexão completa do especialista sobre os rumos da indústria de semicondutores (em inglês), basta clicar aqui.