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Caminhoneiros entram em greve por tempo indeterminado

Os caminhoneiros de várias partes da região, do estado e do país começaram uma paralisação de grandes proporções que podem atingir o abastecimento em média escala ainda esta semana.

Em Quedas do Iguaçu na manhã desta terça-feira, na PR 473, próximo ao portal da Araupel, na Associação dos Motoristas dezenas de caminhões se acumulam no estacionamento da entidade.

Todo veículo de carga está sendo convidado a participar da manifestação.

HISTÓRICO DA GREVE A NÍVEL NACIONAL

A categoria está insatisfeita com os reajustes constantes dos combustíveis e a cobrança de pedágio dos caminhões, que trafegam vazios e com os eixos suspensos na rodovias. Essas são as principais reivindicações dos motoristas autônomos.

Num documento entregue ao Governo Federal, no dia 16 de maio, a CNTA, que representa mais de um milhão de caminhoneiros autônomos, apresenta o descontentamento com o baixo valor do frete e com prejuízos acumulados há anos, agravada hoje pelos reajustes quase que diários no valor do diesel. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos lembra o último grande movimento de paralisação realizado pela categoria, em 2015, fez várias reivindicações e apesar de todos os esforços e discussões, poucas medidas foram tomadas, desde então, para resolver essa crise. O Governo Federal sancionou em 2015, a Lei 13.103/15, que suspende a cobrança de tarifa de pedágio dos caminhões vazios que passam com os eixos suspensos nas praças de pedágio, mas a medida só está sendo respeitada pelas concessionárias que administram as estradas federais. Nas rodovias sob concessão dos estados, principalmente no Paraná, São Paulo e em Mato Grosso, as concessionárias continuam cobrando tarifa inteira dos caminhões com eixos suspensos e sem carga.

De acordo com o presidente da CNTA, Diumar Bueno, além do problema do pagamento do pedágio, a categoria quer discutir com o Governo Federal, o valor do óleo diesel, pois os aumentos praticados hoje prejudicam a população e elevam os preços de todos os setores produtivos do País. Para se ter ideia, o preço do óleo diesel tem um impacto de mais de 50 % na planilha de custos dos caminhoneiros. Por isso, eles querem a criação de um subsídio ou a redução da carga tributária, como do PIS e COFINS, que custam13% sobre o valor do diesel e a alíquota do ICMS passa de 20%. Diumar Bueno lembra que mais de 80% de tudo que é consumido no País seguem pelas rodovias, logo o setor é fundamental para a economia e sem entrar no mérito da política de composição dos preços dos combustíveis, feito pela Petrobras, o Brasil é basicamente ‘’rodoviarista’’, o diesel é essencial para o setor de transportes e deveria ter valor diferenciado.

No Paraná além da PR 473 Quedas do Iguaçu,  o movimento está concentrado em Quatro Barras, BR 166, Km 67, nos dois sentidos, em Paranaguá, BR 277, Km 5 e 8, em Assaí, PR 090, no trevo de Castro, nos Campos Gerais, em Santo Antônio da Platina, BR 153, Km 43, em Ibaiti, BR 153, Km 112 e em Prata do Iguaçu. Na região de Ponta Grossa, a paralisação está na BR 373, Km 502, em Califórnia, BR 376, Km 257, Capanema, BR 163, Km 86 e em Guamiranga, BR 373, Km 247, em Prudentópolis, BR 373, Km 264, Arapongas, BR 444, Capitão Leônidas Marques, BR 163, Km 140, em Guarapuava, BR 277, Km 340 e em Mandaguaçu, BR 376, Km 156.

“A diferença de outras greves é que hoje quem está a frente da greve são os caminhoneiros autônomos ou seja mais de 70% dos motoristas do Brasil”, contou Ilton Zanrosso. Ele representou a classe numa entrevista na manhã de hoje. Segundo contou Zanrosso, “é preciso adesão também dos agricultores para dar um recado objetivo ao governo federal, sobre o absurdo que está o preço dos combustíveis e o impacto na economia dos caminhoneiros e da população em geral”.

Mesmo com as manifestações por todo Brasil esta manhã o consumidor voltou a ser surpreendido com mais um aumento da gasolina de R$ 0,05 (cinco centavos), já repassado pelos postos.

O primeiro setor a ser atingido em cheio pode ser exatamente de combustíveis, em Quenda do Iguaçu alguns postos estão com estoque reduzido.

FONTE: Jornal Expoente
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